segunda-feira, 26 de setembro de 2011

7º ENCONTRO GRUPO MOTARD CGD - SANTARÉM

O Grupo Motard da CGD nos dias 17 e 18 de Setembro, realizou mais um encontro desta vez por terras de Ribatejo, mais propriamente em Santarém.
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O convite para este Encontro Motard surgiu do nosso colega Vítor Agostinho, a quem desde já agradecemos a maneira como nos recebeu e nos acompanhou durante todo o fim-de-semana, sem nunca esquecer de agradecer também a presença da sua esposa.

Mais uma vez, podemos contar com um agradável número de 25 pessoas presentes.

Para Sábado o ponto de encontro estava marcado em Vila Nova da Barquinha. Qual não foi o nosso espanto, quando somos recebidos com uns divinais pãezinhos com chouriço. Depois de já umas centenas de quilómetros efectuados nas nossas motos, e àquela hora, que bem que souberam!

Restabelecidas as energias dispendidas na viagem, era tempo para nos fazermos ao Rio. Longe da nossa ideia que nos esperavam 2h30m (?) de descida do Rio Tejo em Kayak, desde Constância até Vila Nova da Barquinha.
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A descida fez-se sem grandes sobressaltos, apesar da inexistente corrente no rio, o que nos obrigou a remar durante todo o tempo (SAFA…)

A meio da descida do Rio Tejo paragem obrigatória para visitar o Castelo de Almourol, com umas vistas magníficas sobre as margens do rio. Continuando a pagaiar rio abaixo… até chegarmos a Vila Nova da Barquinha onde nos esperavam os restantes colegas que decidiram não efectuar a descida do rio em kayak (espertos!).

Sem mais demoras fomos então almoçar. E que bem que almoçamos debaixo de uma sombrinha com vistas para o Rio Tejo.
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E porque já se fazia tarde, partimos para visitar o Centro Geodésico de Portugal situado em Vila de Rei com uma vista periférica fabulosa. Naturalmente que tivemos que efectuar um registo fotográfico para a posteridade.
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Imediatamente a seguir, rumamos até ao Hotel para descansar um pouco, pois o dia tinha sido longo.

O jantar foi servido no restaurante “D. Lena” à beira rio, onde podemos saborear uma comida bastante caseirinha. E como a noite estava belíssima com um céu limpo e estrelado… Vítor Vitorino montou o seu tripé e respectivo telescópio, e desta vez conseguimos ver a Lua, mais precisamente as suas crateras. Também conseguimos ver um cometa.

Com o clima sempre de feição, o dia de Domingo nasceu solarengo e a convidar-nos para um passeio de mota até ao Castelo de Abrantes. Posteriormente rumou-se até à Barragem de Castelo de Bode.

Depois do respectivo almoço, ainda tivemos tempo para ir visitar o Castelo de Belver.

E como o que é bom acaba depressa, lá tivemos que regressar a casa e ficar a aguardar pelo próximo encontro.

Até lá!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nos Picos da Europa


Começo este meu relato da nossa viagem aos Picos da Europa, pela afirmação do Vítor Vitorino que escreveu na sua saudação de bom regresso a casa no dia seguinte, para todos quantos fizeram a viagem“ A todos um grande abraço de saudades. E só passou um dia!!”



Quando se fala assim, ou melhor, se escreve, esta afirmação está carregadíssima de um sentimento de saudade muito, mas muito grande. E vinda de quem vem.......

Não me enganarei se disser que é ao fim ao cabo o sentimento de todos. 

O começo desta aventura começou para alguns, os do Sul/Centro, na sexta-feira dia 12. Depois de um laborioso dia de trabalho, pegaram nas suas “coisinhas”, nos seus veículos e rumaram todos a caminho da fronteira, que é como quem diz a Vilar Formoso. O Jorge Martins, a Maria José e o Zé Torres, a Ilda, o Mota Ascenso, o Zé Humberto, a Paula e o Mesquita e por fim a Cláudia e o Vítor.

Claro que me coube a mim ser o anfitrião do jantar desse dia.

Por sinal e coincidindo com o início das festas de Nossa Senhora da Paz naquela Vila, o grupo acabou à mesa na sede dos Barriguinhas (Peña à qual pertenço) e que a maioria já conhece.

Após o repasto que meteu um arrozinho de cabidela e melão, bebeu-se um cafézinho. A seguir fomos até ao largo das festas, logo ali ao lado, onde houve a possibilidade de os visitantes verem mais algumas das muitas peñas existentes nessa Vila.   

Só vos posso dizer que foi um espanto geral para todo o pessoal a existência de tantas peñas e de tanta juventude. Logo de imediato começou o desfile de todas elas, tendo o pessoal assistido a duas ou três.

Como havia necessidade de descansar para no dia seguinte avançarmos para o destino definido, decidiu-se por ir dormir.

No dia seguinte, sábado, às 8 horas da manhã lá estava todo o pessoal pronto para o primeiro arranque. O Zé Coelho juntou-se ao grupo nessa manhã vindo da Guarda.

Depois de abastecer em Fuentes de Oñoro, lá fomos cantando e rindo por essas estradas de Espanha, em muito bom estado por sinal, em direcção a Cangas de Oniz, Asturias.

O primeiro ponto de referência nesta viagem era Benavente, local onde estava marcado o encontro com o grupo do Norte. Depois de Salamanca e Zamora chegou-se ao primeiro destino para rever velhos amigos como o Outeiro, Emanuel, a Sónia, a Alexandra, o Pedro e o Pacheco.

Logo de imediato atacámos uns “bocadilhos” de presunto de forma a não perdermos tempo sentados a uma mesa de restaurante.

Digamos que a porta de entrada nos Picos foi práticamente em Riaño. A paisagem começou a mudar muito significativamente, com elevações extremamente altas e um arvoredo bastante verde.

Considerando a maravilhosa paisagem, as paragens também iam sucedendo para mais uma foto. Como o calor também era intenso, aproveitava-se também p ara beber qualquer coisa.

Lá se chegou ao destino a horas decente. Fez-se o registo no hotel e depois de uma “banhoca”, partimos para o jantar. Acabou-se no regresso para os quartos já o relógio passava das 24H. Apenas um senão. Não conseguimos ver a Lua como o Vítor Vitorino queria através do seu telescópio que levou desde Portugal. É que algumas nuvens espanholas estragaram-nos o arranjinho.

O domingo acordou um pouco envergonhado mas sem chuva. Partimos então a caminho doutra zona dos Picos para continuarmos a apreciar a paisagem.

Localidades visitadas como Covadonga, Parres, Cabrales, Potes e Fuente Dé, entre outras, são locais que aconselhamos a visitar numa próxima oportunidade.

Fuente Dé tem a particularidade de ter o teleférico para se subir a 800 metros de altura em apenas dois minutos e perante uma barreira granítica de um tamanho de meter medo a qualquer um. Do nosso grupo, uns arrojados lá foram passear e pelos vistos até gostaram do que viram. Os que preferiram ficar em terra, dedicaram-se a matar a sede e a aconchegar um pouco os estômagos.

Aqui a chuva fez a sua aparição e o regresso à nossa “base” de pernoita foi um pouco húmida.

O jantar foi logo a seguir mesmo antes de irmos para os hóteis.

O aconchego esta noite foi um pouco mais cedo e desejado, pois o dia inteiro a andar de um lado para o outro acabou por nos cansar um pouco. Nesta zona as curvas são mais que muitas.

A manhã de segunda-feira acordou também um pouco tristonha mas sem chuva.

Os GPS começaram a ser actualizados com novos destinos. Os do regresso.

Mais uns quilómetros por entre estradas sinuosas e com paisagens deslumbrantes.

Mais umas paragens para fotos e mais fotos. Entretanto o Sol apareceu, as estradas começaram a ser mais largas e o pessoal começou a andar um pouco mais depressa sem que o respeito pelos limites de velocidade e a segurança normal fossem colocadas em causa.

O almoço final de despedida do grupo foi uma das boas refeições apreciadas. Em quantidade, qualidade e barata.

No meio de toda esta nossa aventura, apenas dois contratempos. Primeiro a Alexandra e depois a Sónia que se sentiram meias indispostas com alguma comida do dia anterior. Mas parece que tudo passou, e ainda bem.

Mais à frente parou-se numa estação de serviço para umas águas, já que o calor era demasiado, e aproveitou-se a oportunidade para as despedidas do pessoal que se dirigiu a Chaves para o regresso ao Norte.

Com o baixar do Sol e as dificuldades habituais de condução nestas circunstâncias, lá fomos andando até chegarmos à fronteira de Vilar Formoso por volta das 20H.

Abasteceram-se as motos já que a gasolina sempre é mais barata e cada um a suas casas.



Ficou assim mais uma etapa de aventura do Grupo Motard da Caixa Geral de Depósitos por terras espanholas a uma zona que nos marcará certamente pela sua beleza natural e pelo são convívio.

Tenho que deixar em destaque duas novas presenças. Qual delas a melhor. O Leonardo e o Zé Humberto. O primeiro é filho do Vítor Vitorino e com apenas 3 meses. Portou-se maravilhosamente e pelos vistos gostou do grupo porque não refilou nadinha. 
O Zé Humberto é um amigo que além da loucura pelas motos, estava sempre preocupado com alguém que estivesse atrasado. Quando assim era, pegava na sua moto e lá ia ele à procura. São ambos bem vindos.  

terça-feira, 21 de junho de 2011

Com o Padre Motard Zé Fernando

No passado domingo, um grupo de motards da Caixa Geral de Depósitos vindo de vários pontos do país (Lisboa, Cascais, Coimbra, Braga, Miranda do Douro, Guarda e Mação), encontraram-se com mais um grupo existente há muitos anos na região da Guarda, os Hard Motards, e rumaram em direcção ao Fundão, mais concretamente a Aldeia Nova do Cabo.

A finalidade era só uma.

Poder desfrutar da companhia do Padre Zé Fernando, motard de gema, e fazer-lhe companhia por umas horas.

O encontro estava previsto para as 13 horas no café Fadista do sr. João.

Como sempre, horário cumprido.

Foi uma alegria rever o Padre Zé depois de Coimbra no Dia do Motociclista.

A doença que o atrapalha significativamente e contra a qual ele continua a lutar fortemente, tem vindo ultimamente a dar-lhe alguns problemas. Mas a sua força de viver e de estar com os amigos motards, tem-lhe dado vitórias sobre a “maldade”.
Estávamos à mesa 28 pessoas. Foi salutar, conversar sobre os mais variados temas, ouvi-lo com muita atenção e partilhar de algumas alegrias e partidas. Naturalmente que a música criada por ele, fez parte integrante da nossa refeição. Ouvimo-lo cantar e fez-nos cantar.


Depois da refeição surgiu o convite para visitarmos a sua modesta casa.

Lá fomos como se de uma procissão se tratasse.

Como a máquina de lavar roupa estava a finalizar o programa, logo duas senhoras se prontificaram a estendê-la na corda, enquanto ele ia descobrindo aos visitantes os compartimentos caseiros.
Sabem o que estava logo na sala de entrada? A sua "pequena", a Yamaha verdinha.

Subimos ao primeiro andar, lugar onde se encontra o seu escritório. E que escritório. Só recordações dos mais diversos moto clubes, bandeiras, bandeirinhas, troféus, quadros, fotos, pin’s, t-shirts, etc, etc…

Mostrou-nos o seu “dicionário” onde está descrita toda a sua doença, e falou-nos da sua experiência de Homem.

O grupo da Caixa, através do Emanuel Silva, ofereceu-lhe uma t-shirt própria para mais uma recordação para aquele espaço.

E porque as horas iam decorrendo e o pessoal tinha que regressar aos seus lares, tivemos que terminar por ali a nossa visita.

Ainda não nos tínhamos despedido todos, e já outras pessoas estavam a chegar para lhe fazer companhia.

Assim se vê a riqueza de uma pessoa que mais não tem feito do que bem a todos com os quais lida.

Uma sua observação tocou-me profundamente.

Disse-me ele que já não usa agenda porque não sabe o dia de amanhã. Só programa o momento que está a viver. E são tantos os convites para deslocações.

Mas a força de vontade com que o faz, é algo digno de ser observado por todos.

Não sei quem vai ler este documentário. Mas se tiverem oportunidade de visitar o Padre Zé Fernando em Aldeia Nova do Cabo, façam-no para lhe dar força e para receberem uma lição de vida.

Pessoalmente tenho estado com ele várias vezes. Procurarei estar ainda mais, enquanto eu possa e ele me quiser receber.

Foi tão importante para a maioria lidar tão perto com ele, porque nunca o tinham feito, que os comentários que recebi a essa visita, me tocaram profundamente, uma vez que fui eu o organizador e o meu amigo Sérgio Sousa o homem da logística.

Parabéns Sérgio pela excelente jornada.

Voltaremos.




segunda-feira, 23 de maio de 2011

Beja.2011

Dia 14 do corrente mês, foi o início, e o primeiro dia da nossa viagem ao Baixo Alentejo, mais concretamente à cidade de Beja.


Dos mais variados pontos do país como Braga, Ponte de Lima, Porto, Lisboa, Leiria, Miranda do Douro, Castelo Branco, Cascais e Vilar Formoso, lá foram comparecendo os inscritos para mais um fim de semana da família motard da Caixa.


Merece menção especial neste espaço, a nossa querida Ilda Piaça, que se atirou para esta aventura de corpo e alma com a sua “laranjinha”, que é como quem diz, a sua moto acelera.

O anfitrião da visita, Rui Chaves, apontou o ponto de encontro para o meio-dia.


Pese embora à partida o pessoal vindo do norte ainda tivesse refrescado um pouco a memória com uns aguaceiros, o facto é que o resto do tempo foi calor e Sol até dizer chega.


Depois de tantos e tantos quilómetros e dos cumprimentos habituais, era chegada a hora para uns fazerem o “check-in” na residencial Bejense, outros atestar as motos e partirmos de imediato até Cuba para a primeira refeição alentejana consistente.
O repasto foi no restaurante Adega da Lua. Os pimentinhos assados de entrada, as febrinhas e o saborosíssimo pão, foram o primeiro ataque. A seguir serviram-nos um caldo de grão com carne cozida e enchidos que o pessoal só não comeu mais, porque ainda tínhamos mais uns quilómetros para fazer.


Parabéns ao responsável do restaurante. Aconselhamos a visitar.


Dali partimos a caminho de Reguengos de Monsaraz para uma visita rápida, para umas fotos originais a fim de participarmos no concurso organizado pela secção de motociclismo.

Como o relógio nunca para, a hora de partida do barco que nos esperava na barragem do Alqueva para uma viagem pelo lago, estava a aproximar-se.


Foi um saltinho até lá.


Devo salientar aqui a simpatia do pessoal de bordo, capitão e meninas.

Como o passeio já foi no final da tarde, as maravilhosas imagens captadas não só directamente por nós, como também pelas objectivas das máquinas fotográficas, são de recordar para toda uma vida.

Com o final da tarde já acentuado, o rumo imediato foi em direcção a Beja.


Aguardava-nos a refeição da noite no restaurante Pé de Gesso.


Mais uma comida tipicamente alentejana. O brinde aos ausentes foi obrigatório.


Beja neste fim de semana estava “vestida” de muitas cores, uma vez que era a semana académica. Escusado será dizer que juventude naquelas ruas às tantas da manhã, era mais que muita.

Como no dia seguinte tínhamos que fazer mais uns tantos quilómetros a caminho de casa, era fundamental dar algum descanso ao corpo. Lá fomos para a residencial descansar.


Domingo acordou com muito Sol e algum vento.


A manhã foi-nos oferecida para cada um fazer o que quisesse. Uns ficaram a descansar até mais tarde, outros aproveitaram para dar umas voltas e fazer algumas compras, enquanto outros aproveitaram para se sentar numa esplanada a ler as últimas, beber um café e conversar com os amigos.

O pessoal de Castelo Branco decidiu regressar mais cedo a casa, e pelas 10 horas rumou a norte.


Com o almoço marcado para as 13, de novo no Pé de Gesso, lá fomos marcar presença.


Mais uma refeição típica. Açorda alentejana. Que delícia.....

Como fazia muito calor, aproveitou-se para falarmos no próximo passeio de cariz internacional (França) nos próximos dias 10, 11, 12 e 13 de Junho.


Foram divulgados os percursos e a estratégia da viagem.


Logo à partida foram assinaladas 10 motos e um carro para esta viagem. Será certamente fantástica para todos aqueles que participarem.

Estava na hora da partida.

Abeirámo-nos das nossas motos estacionadas no largo em frente da Polícia, onde pernoitaram, e depois das habituais despedidas com abraços e beijinhos, partimos.


Foi um fim de semana igual a muitos outros, mas diferente.


Poderá perguntar-se, porquê.

A resposta é simples e original.



BEJA..........é assim!



terça-feira, 26 de abril de 2011

A família da CGD em Coimbra

No fim-de-semana de 16 e 17 de Abril, a família motard da Caixa Geral de Depósitos, esteve mais uma vez reunida em convívio.
Desta vez a região escolhida foi a de Coimbra.
Motivo para o efeito, o facto de no domingo se realizar naquela cidade “Menina e Moça”, o Dia do Motociclista de 2011, numa organização da Federação de Motociclismo de Portugal.

Considerando que o tempo na altura estava uma autêntica maravilha para a prática do motociclismo, tudo faria prever que a afluência de adeptos da modalidade poderia bater o recorde de anos anteriores.
Os órgãos de comunicação social previam aproximadamente cerca de 30.000 motos. Penso que foi superado e em grande escala.
Comparando com outros encontros, diria na minha perspectiva que poderiam lá estar mais ou menos entre 35 a 40 mil motos.
Basta dizer que o queimódromo estava totalmente repleto de motos. As estradas e passeios nas redondezas, com especial destaque para o Convento de Santa Clara A Velha, estavam também a romper pelas costuras.
O facto de Coimbra ser um ponto central na geografia nacional, em muito contribuiu para este sucesso. Assim sendo, só há que endereçar os sinceros parabéns pelo êxito conseguido, à Federação e ao Moto Clube do Centro que foi o seu braço direito na organização deste dia.

De acordo com o programa definido pela secção de motociclismo da CGD, o encontro dos presentes ao evento, estava marcado para o meio-dia naquela cidade. Como sempre à hora indicada lá estávamos. 

Depois da primeira troca de cumprimentos e abraços rumou-se em direcção ao restaurante para o primeiro repasto.
Com as motos estacionadas, dirigimo-nos a pé em direcção ao convento de Santa Clara A Velha, mesmo em frente ao restaurante, aproveitando assim para o desgaste inicial.




Foi uma visita não guiada, mas de um valor cultural muito significativo, pois o vídeo apresentado logo no início, facilitou o resto da viagem na sua compreensão/interpretação.
Depois de um refresco para as gargantas, já que o calor era intenso, fomos apanhar as nossas “montadas” e a caminho do outro lado da cidade, parte alta junto à Universidade, para a visita ao Museu Nacional de Machado de Castro.

Foi uma visita simplesmente excelente. Eu que resido parcialmente naquela cidade, desconhecia a beleza daquele espaço e o seu valor arquitectónico. Foi uma surpresa para todos, aventuro-me a afirmar. O que se encontra ali inserido naquele espaço de uma época tão antiga, merece uma segunda visita e aconselha-se a quem ainda o desconhece completamente.

Ali juntou-se ao grupo a equipa feminina de Lisboa, Angelina e Ilda.  
Para celebrar, digo eu, o Pacheco foi à sua moto e abancou-se com várias chouriças, um paio de carne, pão da aldeia dele e um vinho verde rosé geladinho. O banquete foi mesmo nas escadas da Universidade. Não havia transeunte ou automobilista que não deitasse uma vista de olhos ao nosso manjar. Mas só isso, nada de convites não fossem por aí aceitar e depois era uma complicação dos diabos.

Com o avançar dos ponteiros do relógio e o restaurante do Zé dos Ossos à nossa espera, havia necessidade de ir até ao hotel fazer o “check-in”.
Às 20 e qualquer coisa depois de um banho rápido e mudança de roupa, lá estávamos plantados à porta para chupar um ossito e mais qualquer coisa. Foi bom e acolhedor, ainda por cima com a simpatia do dono que estava sempre com uma piadinha para o grupo. Aconselha-se.
Como tudo fica tão perto de tudo, fomos a pé de novo para o outro lado e outra vez para o queimódromo assistir ao espectáculo oferecido pela GNR e o seu carrossel motard.
Digno de ver quando for possível. Houve momentos arrepiantes com o cruzamento cruzado de motos, a uma velocidade estonteante. Só a experiência pode levar àquele sucesso. Parabéns também para o Grupo da GNR.
Entretanto o Padre José Fernando, padre motard que no dia seguinte celebraria a missa, encontrava-se naquele espaço de feira a autografar o seu livro para todos os que o adquiriram. Foi a oportunidade de o rever depois de umas semanas antes ter estado na sua terra e conversarmos um pouco.
A seguir à actuação da GNR, houve música ao vivo por uma banda de Coimbra, a RED. Depois de uns passos de dança e o abanar de cabeças, era chegada a hora do recolher obrigatório dos esqueletos para no dia seguinte estarmos em plena forma.

O domingo acordou solarengo e com uma temperatura excelente.
Foi a vez da família Rodrigues do norte se juntar ao grupo.
Viajou-se até à zona alta de novo para uma visita ao Jardim Botânico.

Enquanto uns foram visitá-lo, outros, aqueles que já lá estiveram mais do que uma vez, aproveitaram para ficar a guardar as motos na esplanada do café.
Porque convinha levar as motos para o recinto onde iria decorrer a Santa Missa o mais rápido possível a fim de conseguirmos um bom lugar, voltou-se de novo ao outro lado do Mondego, para ali as estacionarmos antes do almoço.

Como o restaurante escolhido ficava mesmo em frente, o andar a pé foi uma opção. Com a chegada do casal Mesquita à hora do repasto, a nossa mesa, com o pessoal todo rondou as 23 pessoas.

A seguir ao almoço e com um compasso de espera de meia hora sensivelmente, eis que aparece a procissão vinda da igreja de Santa Cruz, com os estandartes dos diversos Moto Clubes presentes, além dos andores de S. Rafael e Rainha Santa Isabel.

Também a xaranga da GNR se associou à procissão, à semelhança de anos anteriores.

Integrámo-nos, e lá fomos para o parque onde se iria celebrar a Santa Missa.
Como sempre e esperemos que durante mais tempo, o padre José Fernando celebrou a Eucaristia.

É uma tradição que sabemos estar ameaçada. O motivo é que este maravilhoso homem padece de um cancro renal numa fase já muito adiantada. Há cerca de dois meses, já ele me confessava na localidade onde reside, que “...esperava aguentar até ao Dia do Motociclista”. Deus ouviu-o e nós agradecemos.
Não há palavras que possam descrever com exactidão tudo o que se passou durante a celebração da Santa Missa. É um momento único, vivido entre todos com aquele padre. Bastava ouvir o Victor Agostinho, “...não volto a perder um dia destes.”

Finalizada a cerimónia, cada um começou a rumar a seu lado.

 Nós grupo CGD, fomos ainda até ao restaurante beber umas águas antes de iniciarmos a viagem de regresso a casa. Fizeram-se as despedidas e já se falou de Beja, próximo encontro previsto para Maio. 

Pelo que me foi dado conhecimento, todos chegamos bem. Óptimo.

Uma palavra de felicitações para a secção de motociclismo por mais uma iniciativa louvável.
Também o Jorge Martins, merece destaque pelo facto de neste caso ter sido ele o anfitrião em receber e de que maneira.

Finalmente, um alerta. Para o Rui Chaves.
Amigo, aperta o cinto que o pessoal está a caminhoí.



quarta-feira, 16 de março de 2011

O encontro da FAMÍLIA Motard CGD em Aveiro.

O passado fim-de-semana ficará na memória de alguns amigos, como mais um, no seio da Família Motard da CGD.

De acordo como Plano Anual de Actividades, o 2º Evento estava marcado para os dias 05/06 de Março em Barca da Amieira, como encontro radical. O mesmo teve que ser adiado, uma vez que o programa pré-definido, era impossível de aplicar em função do temporal que se fez notar durante as semanas anteriores.

A Secção de Motociclismo, não querendo deixar passar o mês de Março sem que houvesse um encontro, decidiu alterar com Aveiro, de forma a voltarmos a conviver amenamente.
Então, dos quatro cantos do país como sejam Beja, Braga, Lisboa, Leiria e Guarda, além de Aveiro naturalmente, dissemos presentes e fizeram-se ao caminho.
Ponto de encontro, Vagos.
À hora marcada toda a gente estava presente. Fantástico.
Iniciaram-se as actividades com uma visita à capela de Nossa Senhora de Vagos, onde estava a decorrer um encontro de Confrarias. A “nossa” apesar de não ter nome, também se associou pelo menos, a vermos a banda tocar e aplaudir.


Findo o espectáculo, rumou-se a caminho da Vagueira, local onde iria decorrer a primeira refeição do Grupo. Depois de vermos o mar com alguma agitação e inspirar aquela fresquidão maravilhosa com cheirinho a iodo, lá fomos até ao restaurante Caravela para saborear as deliciosas enguias fritas, os rissóis, o polvinho em molho de vinagrete e a caldeirada de peixe. Digamos que foi um momento alto, saboroso e rico nas conversas entre amigos e companheiros.

Após o repasto, nada melhor do que ir novamente ver o mar, desta vez até à Barra com o seu majestoso farol, e uma visita ao bacalhoeiro Santo André, atracado e a servir de museu. Foi algo muito giro, principalmente para aqueles que nunca tínhamos visto em pormenor um barco que se dedicou à pesca do bacalhau entre os anos 40 e 90.

Saídos da visita foi hora do nosso amigo José Coelho rumar a casa (Guarda), uma vez que o seu ainda débil estado de saúde não lhe permitia mais aventuras.
Entretanto os resistentes lá foram mais uma vez visitar a Bruxa.
Dali, a caminho do Hotel Paraíso em Oliveira do Bairro para o “cheke-in”. Um banho rápido e mudança de “farpela”, e de novo ao caminho.
Desta vez sem as nossas meninas (entenda-se motos) ficaram a repousar depois de um dia de trabalho intenso. Viajou-se de automóvel para o restaurante Quinta das Bágeiras a fim de se saborear em primeiro lugar um arroz de miúdos de leitão e logo a seguir o prato habitual da região, leitão assado com batata cozida e laranja, acompanhado de um bom espumante, branco e tinto.
Delicioso.  
Regresso ao hotel para descanso dos “guerreiros” por volta da 01H.



Às 10H de domingo toda a gente pronta para novo dia e nova aventura com a alegria habitual
O Victor Vitorino a servir de GPS, lá fomos até Anadia para uma visita à Capela de Monte Crasto.
Que bela explicação dada pelo Victor sobre a cidade e suas gentes. Via-se mesmo que estava como peixe na água. Tem futuro como guia turístico.
Entretanto como o José Luís e família esperavam-nos algures na cidade. Lá fomos resgatá-los, para de imediato rumarmos em direcção ao restaurante do Chefe, na localidade da Moita, onde se saboreou um bacalhau assado com batata a murro.
Estava divinal.

Para finalizar o nosso fim-de-semana, só faltava uma visita. Ao Museu do Vinho em Anadia.
Com a simpatia da Dina, recepcionista do Museu, a visita foi mui esclarecedora.
Desde os trabalhos ali existentes em exposição de artistas regionais, até à verdadeira essência do Museu, que é o vinho e tudo o que gira à sua volta, foram cerca de duas horas de cultura geral.

Apenas um senão, mas desculpável. E a prova do néctar?
Como íamos para a estrada, nada aconselhável. E bem.
Abraços, beijos e lágrimas pequeninas (as minhas), num “au revoir” e “see you soon”, despedimo-nos, já com desejos de nos voltarmos a reencontrar no próximo, que será em princípio no Alqueva.

O Rui Chaves que se prepare, pois estamos no terreno dele.

Se tudo decorrer como espero, aqui voltarei para através das palavras deixar a imagem desse encontro e do que por ali se passou.

Até lá.